Sou para as pessoas um tipo de "remédio". É engraçado o modo como elas me usam e como eu me deixo ser usada. Eu falo isso, não com tristeza ou revolta, mas com felicidade, pois sei que de algum modo estou contribuindo para a felicidade de alguns. Tudo acontece assim: do nada, simplesmente eu conheço ou começo a me aproximar de alguém que já havia conhecido, mas que não tinha muita intimidade. Do nada também, elas começam a me contar seus problemas, seja ele qual for. Logo em seguida eu me compadeço, e passo a amar essas pessoas mais do que nunca. Ajudo, oro, me desespero, choro com elas, faço o que estiver ao meu alcance para sanar estes tais problemas. Não por mim, mas pelo poder de Deus (assim eu creio) esses problemas, um dia, vão embora, somem, acabam. E assim, esse vínculo entre nós acaba. Continuamos sendo amigos, mas não tão frenquentes um na vida do outro, continuo os amando, querendo bem.
Sinto-me como uma caixa de comprimidos utilizada para um tratamento, que quando há cura, o uso do medicamento é suspendido.